25-09-2018

A sessão de Amarante marcou o arranque de uma semana em que se realizaram três eventos Norte Digital em diferentes regiões.

Nesta sessão, organizada em parceria com a Câmara Municipal e a Invest Amarante, analisaram-se sistemas que facilitam e automatizam a relação digital com os clientes e clarificou-se a forma como é possível melhorar o ranking nas pesquisas de um serviço ou produto no Google: com muito trabalho de conteúdo e análise constante das métricas.

Nuno Barata, country manager na Numatic International Portugal, partiu da experiência da empresa que representa para abordar os sistemas de Costumer Relationship Management (CRM). O especialista mostrou passo-a-passo como esta ferramenta deve ser usada para, por exemplo, acompanhar o comportamento do cliente nas interações com a empresa. Nuno Barata sublinhou, ainda, que todas as ações de marketing devem ser mensuráveis e advertiu para a necessidade de ter um site preparado para gerar leads e otimizado para surgir na melhor posição possível nas pesquisas do Google. Mas como o objetivo de surgir na primeira página de resultados dos motores de busca não é concretizável sem um longo período de trabalho, Nuno Barata aconselhou os presentes a produzirem conteúdos relevantes durante 6 a 9 meses, antes de ambicionarem subir no ranking de pesquisa.

Esta sessão contou também com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Amarante, José Luís Gaspar, que afirmou a disponibilidade da autarquia a que preside para ajudar as PME da região no processo de transição para o digital, nomeadamente através da Invest Amarante.

Já António Teixeira, coordenador do projeto Norte Digital realçou, na sua apresentação, as conclusões do estudo “Top 20 das Principais Economias na área do comércio eletrónico e de maior potencial de adesão aos produtos nacionais”, revelando as economias de Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos e Holanda como os melhores mercados para uma abordagem digital.

A marcar presença também nesta sessão, Paulo Aleixo da Paysafe:cash apresentou este novo método de pagamento a dinheiro nas compras online e justificou a sua pertinência  com a percentagem de transações offline feitas a dinheiro (em Portugal ainda atingem os 70%) e com os receios de algum público com a segurança das compras online.

No final da sessão realizou-se uma mesa redonda com a participação de Hugo Varejão, do marketplace de moda Luc.pt, Lynda Lourenço e Faro, da consultora Impacting Digital, e Teresa Barros, responsável pela Pós-Graduação de Marketing Digital para a Internacionalização do Politécnico do Porto. Lynda Lourenço e Faro referiu que é inevitável que as marcas trabalhem online. “Se as marcas querem manter-se, mesmo no B2B, têm de estar online.”, explicou. Foi o que aconteceu com a Luc.pt. Hugo Varejão explicou que as lojas LUC existem há mais de 30 anos em Amarante e há alguns anos a empresa percebeu que o online era uma oportunidade de disponibilizar as marcas que vendem nas lojas físicas, no modo online. Até porque, lembrou, “o vestuário é um dos setores mais relevantes no mercado online”.

Já Teresa Barros lembrou que é necessário pensar no comércio online adaptado à realidade do país onde queremos entrar. Por isso, as formações que existem devem proporcionar aos alunos conhecimentos específicos sobre os principais mercados de internacionalização.

Para aceder à caracterização dos principais mercados de exportação nacional consulte o estudo Top 20 da Economia Digital em https://www.nortedigital.pt/pt/estudos/