11-10-2018

O Reino Unido, EUA, França, China, Espanha e Alemanha afirmam-se como os seis melhores mercados para potenciar as exportações online. Os produtos eletrónicos e elétricos são os mais vendidos pela internet.

Quais são, a nível mundial, os mercados com maior adesão aos produtos das pequenas e médias empresas (PME) portuguesas através da Internet? E que produtos são estes? Foi a estas e outras questões com que muitas PME se confrontam na altura de apostarem no mercado online que o primeiro estudo do Projeto Norte Digital – ACEPI procurou responder.

Na apresentação pública do estudo “Top 20 Principais Economias na área de comércio eletrónico e de maior potencial de adesão aos produtos nacionais”, realizado pela IDC para o Projeto Norte Digital, o Presidente da ACEPI, Alexandre Nilo Fonseca, revelou que os 20 melhores países para as pequenas e médias empresas nacionais venderem online os seus produtos representam cerca de 80% do PIB e 55% da população mundiais.

Dos 20 países considerados a Alemanha, Espanha, França, China, EUA e Reino Unido destacam-se como os principais mercados-alvo e com um maior potencial de adesão a produtos portugueses através do digital.

No que se refere às exportações, evidencia-se o sector dos produtos elétricos e eletrónicos, com quase um quarto (23,5%) da fatia dos produtos mais vendidos online nos 20 países considerados. Os segmentos dos produtos alimentares (21,4%), vestuário (18%), mobiliário e decoração (16%), calçado e acessórios (12%) e têxteis (9,1%) também surgem destacados para mercados como Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, aos quais se juntam num segundo nível Estados Unidos, Holanda, Suécia, Bélgica e Suíça.

A relevância dos países no contexto das exportações de produtos por parte das PME portuguesas, bem como as suas riquezas e população foram fatores tidos em conta na identificação dos principais mercados das empresas portuguesas.

Nesta análise foram considerados domínios como a utilização da internet, o nível de compras online, os meios de pagamento mais utilizados, as condições de distribuição e serviços postais, a utilização de tecnologias nas empresas, a legislação e regulação, a fiscalidade, a maturidade da economia digital, e ainda a exportação de produtos a partir de Portugal.

Alexandre Nilo da Fonseca, referiu, neste encontro com os jornalistas, que “Nunca antes foi tão fácil para as empresas portuguesas apresentarem-se ao mundo”, e realçou o lado prático que este estudo, e concretamente as fichas técnicas sobre cada país, representam para todos os empresários, independentemente do setor em que atuem ou do território em que se encontram. O Presidente da ACEPI sublinhou que as PME portuguesas “num qualquer écran, quer seja de telemóvel ou tablet, não têm dimensão”, pelo que, com um produto de qualidade, podem chegar a todos os consumidores online do mundo. É, no entanto, necessário conseguir comunicar (contando com um plano de marketing eficaz) e esse é o maior desafio para as PME nacionais.

O estudo teve em conta que a exportação de bens em Portugal (excluindo os serviços) ultrapassou os 50 mil milhões de euros, o equivalente a 26% do PIB, numa altura em que o comércio eletrónico tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos no país. Ainda assim, apesar do número de portugueses que compram online ter aumentado, a grande maioria (85%) opta por fazê-lo através de sites estrangeiros.

O relatório “Top 20 Principais Economias na área de comércio eletrónico e de maior potencial de adesão aos produtos nacionais” está disponível aqui.